Ouvi de um repórter, em um programa radiofônico, a expressão de que “o brasileiro encontra-se indignado e resignado” com a situação do país.Não é tarefa fácil identificar as razões para a quase desordem institucional que atinge os três Poderes da República, embora compreenda-se que estas instituições devam continuar sendo preservadas.
Somados a essa situação, os problemas persistem ou se agravam em algumas áreas ou setores da economia, saúde, educação, emprego, violência urbana e rural, moradia...
O sucesso relativo do Brasil, especificamente na área econômica, graças ao acerto do governo na continuidade da execução da política macroeconômica, não tem sido suficiente para repercutir positivamente na economia doméstica e no bem-estar das pessoas que representam as classes média e a mais pobre, mesmo que esta última esteja sendo amparada pelo Programa Bolsa Família do governo federal.
O que realmente está acontecendo com os valores éticos e morais dos políticos, empresários, funcionários públicos e de alguns cidadãos e cidadãs do nosso país? Acredita-se, entretanto, que a grande maioria da população brasileira é honesta, decente, não corrompe e não é corrompida, paga seus impostos em dia, trabalha e ganha seu dinheiro de forma lícita, respeita o meio ambiente...
Qual é a saída?
Resgatar, através do exemplo e sem hipocrisia, os seguintes valores: consciência política, educação, trabalho, legalidade, honestidade, perseverança, atitude, franqueza, justiça, ética, respeito à natureza, contemplação espiritual...
É fácil? Lógico que não! São todos seres humanos, com qualidades e defeitos! Mas, cada um pode e deve fazer a sua parte na sua comunidade, no local de trabalho, na família...
Tudo isso é possível, mas pode-se fazer mais do que o possível...!
* Artigo relacionado:
- Revista ETCO - No. 1 - Seminários, estudos, artigos e entrevistas sobre ética concorrencial
2 comentários:
Há alguns anos, quando ocorria a prisão de um colarinho branco mostrada pela mídia, pensava, de imediato, no sofrimento e no constrangimento que passavam seus pais, seus filhos e suas esposas. Hoje, convicto de que esses familiares são parceiros e corruptos, cheguei à conclusão de que, realmente, os valores mudaram. Nada mais importa, além do $. Revoltante, ainda, é não ter dúvida de que, mensalmente, o Governo Federal retira do meu salário 27,5% para cobrir, entre outras maracutaias, as relações extra-conjugais de vários políticos, magistrados e gestores públicos.
Hélio, é verdade! Estão financiando os demandos no país com o dinheiro público, sem o nosso consentimento. Até quando?
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