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| Imagem Mises Brasil |
O espetáculo dos debates é uma desgraça. O candidato A, cujo partido busca a reeleição, foi pavorosamente protecionista. Os candidatos B e C, embora utilizem palavras aparentemente críticas, prometem ser iguais, só que de uma maneira mais 'eficiente' e mais condizente com o 'interesse do povo'.
O candidato A aumentou os gastos de forma ultrajante. B e C não prometem nenhum corte de gastos; dizem apenas que A gastou mal. A expandiu o assistencialismo de forma catastrófica; B e C dizem que 'dá pra fazer melhor'. A regulou a economia ao máximo; B e C dizem que é possível regular de uma maneira mais 'dinâmica'.
Trata-se de uma forma bastante atípica de competição: uma disputa para ver como um pode superar o outro em termos de ideias ruins e de comportamento estupidificante. Sob uma concorrência genuína, todos esses partidos já estariam exalando odores mefíticos e com urubus rodeando suas carniças.
A mídia, por sua vez, deixa implícito que nós não podemos acusar um político de algo do qual seu oponente também é tão culpado quanto. Consequentemente, todos ganham um salvo-conduto, e na prática se tornam intocáveis.
As eleições para cargos públicos reproduzem todos os piores aspectos do socialismo. Os candidatos tornam-se livres e desimpedidos para mentir abertamente ao público, com o propósito de adquirir poder sobre uma instituição da qual eles não são os proprietários, mas que irão gerenciar por quatro anos, tempo durante o qual a quadrilha vencedora irá implementar medidas econômicas destrutivas que irão beneficiar apenas a si própria e a seus apaniguados (públicos e privados) nesse esquema de extorsão.
Eles não arriscam virtualmente nada que seja deles nesse jogo. A pior consequência que podem vir a encarar é não serem reeleitos daqui a quatro anos, sendo que sairão de seus mandatos espantosamente enriquecidos pelo dinheiro doado por grupos de interesse que eles financiaram durante o mandato com o dinheiro que você pagou de impostos.
Praticamente todas as pessoas com as quais conversamos hoje em dia admitem um sério desgosto com as opções eleitorais. Entretanto, ainda assim a maioria das pessoas irá optar nas urnas pelo 'menor dos males' — seja lá o que isso signifique".
Por Instituto Mises Brasil
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=790

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